Weirdest dream! – madrugada de 02-01-2008

3 01 2008
Bird Man

Sonhei que estava morto. Não é muito comum nos meus sonhos (já tive a minha quota-parte desses), mas a questão não é essa.

Sonhei que estava nos bastidores de uma espécie de circo (não na sua forma tradicional), nas instalações (completamente irreconhecíveis) num (agora) bar de um amigo meu, e durante a sua preparação. Havia uma grande escadaria e, visto de cima, parecia mais um anfiteatro quadrado cheio de crianças. Havia também uma piscina quase invisível mesmo ao lado da escadaria, sem limites visíveis e com a água a parecer ar.

Depois de andar para cima e para baixo, vejo a Claire da série Six Feet Under a afogar-se na piscina de ar/água. Entro imediatamente sem saltar ou sentir que o meu meio é composto por água: é como se pertencesse a esse meio e foi apenas preciso movimentar-me em direcção a ela para a socorrer. Pego-lhe nos pés, impulsiono-a para a “superfície” e vejo-a a subir em movimento aquático. Dou por mim a fazer o mesmo, pois estava a ficar sem ar, mas sem dor nem aflição: sabia apenas que não poderia ficar ali sob pena de… Vocês sabem…

Estranho é que vejo a Claire salvar-se e continuo a subir, tão lentamente como se estivesse dentro de água, sem parar rumo ao “ar”: dei-me conta de que estava morto, pois não havia parado quando devia – era a minha limitação enquanto ser terrestre.

O facto de me ter apercebido que estava a voar (embora falecido) foi algo completo de pura paz e contemplação, algo de encher o peito para apreciar o mundo de uma forma livre, de supremo amor pela vida que havia deixado – não a vida que levava, mas a Vida em si. Não chega a ser comunhão (nem oposto a si), mas é difícil de explicar um sentimento que, talvez, descreva o que seja o de voar…

Completamente solto, dou por mim a vaguear pelos céus, atingindo uma altura média e a de querer parar por vertigens (!). Vou parar ao topo de um prédio que me parecia isolado de tudo o resto (pelo menos dali, não reconhecia outros edifícios), e vejo uma janela muito estreita, semi-aberta. Dentro, estão duas jovens que me resgatam, cujas faces desconheço. Deslizo pela fresta, e sou socorrido.

Depois, levo-as até ao tal bar do meu amigo (cuja cave servia para as actividades acima descritas) e deixo-as lá. Go figure!

Próxima imagem: estou numa espécie de instalações de um Museu de Água/piscina municipal (!) quando vejo a minha Mãe entrar e ir ter com a minha irmã (que me reconhece): passa por mim mas sem chorar. Six Feet Under anda a mexer comigo… Especialmente quando só ontem vi o episódio em que o Nate “morre” e assiste aos futuros paralelos da sua existência, ao seu funeral, e ao limbo em que se reencontra com o Pai… Weird anticipation

Nisto dou por mim a apanhar boleia de um casal, num Golf vermelho (Six Feet Under, S02 E13 – carro da Brenda): ele tem sangue ao canto da boca e parece um bocado “amassado”. Pergunto-lhe qualquer coisa, e diz-me que somos anjos… Arranca, ganha velocidade e vai desviando-se dos obstáculos (leia-se outros carros e peões) que nem um louco, talvez da maneira que o levou a ser um “anjo”…

Chegamos a uma rotunda (claro!) que mais parecia uma pista de Fórmula 1 (claro! (2)) e oiço na rádio uma música composta por mim, que, ainda hoje, não reconheço qual delas é, mas que até me deu vontade de chorar… Talvez seja aquele “one hit” que teima em não sair, mas que me completa cada vez que o oiço… Sempre em sonhos…





Entrevistas de Emprego – uma apreciação

6 11 2007

Employment

Tenho ido a algumas entrevistas nas últimas semanas: desde empregos relativamente fiáveis, a entregas de ofícios a troco de um par de solas e uma merenda (des)folhada. E gostaria de avisar-vos dos perigos, vocês que têm empregos e estão arredados destas andanças.

A última deixou o meu alerta de paranóia em píncaros: era numa sociedade de recursos humanos de renome na praça, e desde a escolha do outfit que me deixou atento a todos os pormenores.

Pela entrada: um sítio formal, como tantos; com um molhe de revistas de generalidades ao interesse científico das actividades a que se dedica a empresa. A Administrativa (aqui com maiúscula, e respeito pela profissão) pede que me dirija a uma sala para esperar o Recurso Humano alocado à avaliação da minha candidatura.

- “Se quiser, pode levar a revista” – dizia, com alguma graça, a dita senhora. Ninguém condiciona a minha acção, e toma! Não levei a revista para a sala de tortura!

Lá dentro, pergunta-me:

- “Deseja um café; água?” – retorqui com a escolha que representa a primeira rasteira: um copo com água OU um copo de água? Prova superada: copos d’água não existem… Ainda…

Após breves minutos, eis que surge o copo com água. Segunda prova de análise de comportamento: o copo vinha com água gelada. Ora, um copo com água gelada deixa rasto, e passo a explicar: qualquer posição que os meus ricos dedinhos ocupassem seria indicadora de possível nervosismo ou mesmo inconstância.

- “Será que devo ocupar sempre o mesmo lado do copo, para não dar nas vistas?” – ainda pensei, sem resposta…

Outro indicador possível na questão do copo é o rebordo: a marca dos lábios é, também, sintomática de reacção hormonal. Sim, é aquela baba que não desprega (a famosa baba de caracol) e que a seguir nos obriga a engolir em seco (outro péssimo indicador de perda de controlo da situação).

E a quantidade de água? Devo beber meio copo; dar só um gole; ou beber tudo e apagar as dedadas deixadas anteriormente, e eliminar o meu rasto de impressões negativas? E o meio copo? Vazio ou cheio? Tudo isto pode ocorrer em fracções de segundo, e alterar a nossa percepção do mundo! Ali! Naquele momento! Como num exame em que se colocam verdadeiramente as questões que deveriam ter sido pensadas enquanto se estudava!

Copos à parte, outra questão se levantava: devo percorrer sempre o mesmo espaço na sala de espera? Existem sensores de movimento, estou convicto disso, e a câmara de vigilância teima em não dar sinal de si. A própria alcatifa deve ter um contador de passos e passar esses dados para uma mainframe gigante na Índia… Portanto, nada de desfazer passos que só piora a vossa situação…

Depois, enquanto espero pelo entrevistador, treino a pose: virado para a janela, como sinal de perspectiva do horizonte, qual embaixador das vontades históricas dos Descobrimentos (Foundings, em inglês); ou, em pé, analisando o telefone da Cisco, de auricular em riste e tentando chamar a Administrativa, como mostra do meu desagrado pela espera. Demonstra iniciativa e alguma tenacidade.

Neste tempo todo, doze minutos de espera podem parecer pouco, mas é o suficiente para analisar toda esta informação que vos revelei aqui.

E assim, meus amigos, penso que contribui para a actualização da vossa percepção dos esquemas de entrevistas. Deixem-se estar. Ou não…





Casamento (24/09/2003)

24 10 2006

Casamento

 

Um tópico cada vez menos sensível para a minha geração, pois, felizmente, existem outras opções não tradicionais para um gajo se “enterrar”. Aliás, o casamento é o “enterranço” final! É o último passo da evolução social, a última etapa de um destino já traçado pela nossa querida sociedade portuguesa, precedida do nascimento, educação escolar, emprego, e do “espalhar a semente” (spreading the seed, no original).

Há pouco tempo, um grande amigo meu entregou-se à sua agora esposa de forma definitiva. Numa cerimónia pouco entediante (!), embora o padre fizesse questão de tentar semear a dúvida no único dia em que esta não deve existir (e de proclamar que a palavra do Senhor foi escolhida para guiar os homens, e ninguém pode ir contra a sua vontade, etc.), e cumpridos os requisitos, vejo-me, ali, a observar um companheiro de “guerra”, todo aperaltado, nervoso e emocionado, pensando para mim:”…tanto trabalho, tanto esforço para construir algo em tão pouco tempo (um ano após marcar a cerimónia)…”. Teria havido tempo para reflectir seriamente sobre a questão? Terão havido condicionantes externas que pesassem na atribuição do seu juízo? Teria sido uma vontade própria e honesta de se emancipar? Guardo a minha opinião, mas posso ajudar a levantar outras.

Torna-se inegável o facto de que esta questão do casamento a certa altura das nossas vidas se impõe, com maior ou menor vigor. Mas haverá necessidade de confirmar o meu amor por alguém num pedaço de papel, num objecto de metal, numa cerimónia pública, numa vestimenta especial, num novo título no B.I.? O casamento deve ser mesmo como o anel que o simboliza: embora cintilante como tudo o que de bom deve ter, talvez seja um estrangulamento do dedo anelar num manifesto cortar com o passado, e num compromisso eterno de confiança e entrega, num jogo a dois, sempre a dois…





Recrutamento e Selecção Militares (24/09/2003)

24 10 2006

Tropa

Já sou crescidinho, e ontem (23/09) fui à inspecção militar, no número 134 da Calçada da Ajuda.

Confesso que desde muito novo anseava (negativamente) pelo momento de deixar o Exército dizer-me quem sou, de que sou feito, quais as minhas limitações, e, acima de tudo, de testar (deveria ter ligado as palavras anteriores) a minha paciência. Penso que a tropa, nome atribuído ao exercício, efectuado no período de quatro (4) meses, por um mancebo (recebemos logo um título novo), dos direitos e deveres (mais deveres que direitos) no cumprimento do serviço militar obrigatório com o intuito de servir o país de homens capazes e voluntariosos, é o grande trauma psicológico de uma determinada camada da população jovem de Portugal. Para mim, foi. E nem acredito que estou safo!

Como previra, foi o dia mais inútil da minha vida. Pensava que era só o dia do casamento, mas este parece bater aos pontos qualquer tipo de evento que agregue mais de cem (100) pessoas num recinto. Porquê inútil? – perguntam os ainda aptos para cumprirem o dito serviço militar obrigatório. PORQUE SIM!!! Porque entrei às 08:00 e saí às 17:00, com pausa para almoço! Porque somos agrupados como carneiros e tratados como camelos! Porque os testes psicológicos, psicomotores e físicos são arcaicos, e tudo não passa de um confirmar inútil da minha situação física e longe de saberem a minha situação psíquica. Porque é fácil falsear os testes. Porque tem esperas intermináveis. Porque o serviço militar obrigatório vai acabar, para ser voluntário. Porque acho toda aquela arrogante pose militar um chavão de uma masculinidade que ainda tem alguns resquícios na nossa sociedade. Meus amigos, FOMOS CRIADOS PELAS MULHERES!!! Não é preciso ser-se bruto ou ter a voz grave e autoritária para ser considerado um homem, nem preciso de andar às ordens ou caprichos de um superior hierárquico, ou de alguém com uma braçadeira para saber se tenho fibra. Essa, como-a ao pequeno-almoço! Questiono este tipo de autoridade, por vezes abusiva e inconveniente. Ok, mas o Exército precisa de gente capaz e voluntariosa, como tinha escrito mais acima. Para tal, tem que testar os recursos humanos existentes no nosso país para daí extrair aqueles que sejam mais úteis nos combates ideológicos militares. Também são úteis para apagar fogos, seria conveniente dizer. Não quero deixar a ideia que o Exército deva ser abolido, mas minimizado. Só considero que há lugar para todos, mas não através da obrigação nem do medo de severas represálias por incumprimento seja de que for. Não podemos viver sob um medo imposto pela sociedade que, por seu turno, impôs a ela mesma.

O pensamento militar é (como a ‘governação’ Bush): literal; inflexível; linear, mas obtusa. Assim, não me peçam para cooperar.





Cinema – Mário Augusto (24/09/2003)

24 10 2006

Cinema

Nasceu Mário Augusto (MA), como poderia ter sido Marius Augustus, ou Mario August, e quis o destino que tivesse sido lá para os lados do norte.

Considerado um ‘ícone’ e um dos poucos representantes do ‘jornalismo cinematográfico’ desde os seus tempos na RTP, continua a sua senda no programa 35mm, o seu novo espaço (sempre) dedicado ao cinema num dos canais temáticos da SIC, o SIC Notícias.

Tenho a assinalar alguns pontos que me fazem escrever este texto dedicado ao cinema e aos seus dignos representantes. Não é que o considere completamente insuportável como tantos que nos assaltam tantas vezes a visão e a audição pela TV, mas penso que é tempo de tomar conta de certos pormenores que fazem com que certas figuras do panorama audiovisual perdurem no seio do mesmo. Poderão apontar-me puro preconceito, mas penso que não o é, e passo a explicar as minhas razões.

Alguém devia dizer a este senhor que os nomes dos actores são para ser respeitados, tal como os créditos finais que a SIC tanto teima em cortar no final de cada filme. Exemplos: Samuel L. Jackson passa a ser Samueli Jackson; Greg Kinnear passa a Greg Kinner.

Para além destes pequenos exemplos (e mea culpa por não tenho tido uma caneta e um papel à mão para assinalar cada pérola que se extrai), insisto em apontar o dedo à falta de reconhecimento pelo próprio de que o seu inglês é péssimo, e que já teve muitos anos para, pelo menos, se dedicar um pouco à língua dominante no assunto que tanto gosta de tratar. Penso que é uma questão de profissionalismo, e não uma mera implicância.

Questões linguísticas (logo técnicas) à parte, será que o trabalho deste profissional deixa de ser competente?

A resposta é SIM e NÃO.

No que toca ao SIM, num ambiente dominado, como já exposto atrás, pela língua mundial, que dirão os criadores e intervenientes dos filmes aquando de uma entrevista com o nosso compatriota em que o seu nome ou título de filme aparece no meio da conversa de forma mispronounced? Que dirá Mel Gibson (apontado como o pior entrevistado pelo seu comportamento menos educado numa das entrevistas) quando saberá que Mário Augusto o entrevistará? Poderemos censurar o actor? Afinal, é o MÁRIO AUGUSTO!!! Além disso, os programas têm quase sempre o mesmo formato (eis MA a falar e andar para a câmara; depois trailer; de novo MA agora com os entrevistados; mais um trecho; MA termina, saudando os telespectadores e deixando a dica de vermos “bom cinema”), não havendo espaço para filmes mais pequenos ou de menor projecção, ou de outras formas de organizar os temas do programa. Bem sei que um programa deste tipo tem uma duração diminuta, mas, mesmo assim, é uma questão de conteúdos. Os programas do canal Hollywood sobre esta matéria poderiam servir de exemplo, mas penso que MA poderia distanciar-se um pouco do padrão norte-americano de informar sobre cinema. Ainda nesta face da moeda, penso que MA joga muito com o trunfo das estrelas (o que lhe garante, à partida, a audiência) e a perguntas que não desafiam minimamente o entrevistado. Não quero dizer com isto que se deva incomodar os actores ou realizadores, mas para estes não deve ser agradável responder às mesmas questões sempre que vem um novo jornalista. Ainda outro dia vi uma entrevista como bónus do DVD de Memento efectuada por … com o realizador Christopher Nolan, responsável por filmes como Following, Memento e Insomnia. De ambas as partes (entrevistador e entrevistado), surgiu uma conversa (chamemos-lhe assim) interessante, inteligente, em que se dignificaram, e com público a assistir in loco. Fiquei a saber as motivações do realizador e do argumentista quanto às diferentes formas de abordar a estória do filme, alguns pormenores de realização, e a relação com os actores, sem entrar pelo politicamente correcto patente em tantas entrevistas-padrão, do género: “senti-me honrado com o convite para o filme X; foi óptimo trabalhar com um realizador como o fulano Y”, etc. Porque, acima de tudo, MA é um informador sobre cinema, sobre as novidades e sobre as estrelas, não dando espaço ao debate, como aconteceu à poucos dias no programa ‘Curto Circuito?’ da SIC Radical, cujo tema era “Quem tem medo do cinema Portuga?”. Liderado por Rui Pedro Tendinha, para mim o mais digno substituto de MA, porque pensa, debate, e procura cinema. Para informar sobre cinema, temos espaços nas televisões como o Caras Notícias, e outros programas sobre artes, espectáculos e cultura. Penso que é preciso aprofundar mais as questões, tornando os programas cada vez mais ricos em conteúdo. Por vezes, basta uma síntese das novidades para despertar a curiosidade de alguém ao cinema, pois os objectivos de cada um podem ser diferentes, mas penso que deveria haver mais espaço a programas expondo curtas-metragens, animação, crítica de cinema às novidades, um “Volta ao Baú”, repescando clássicos ou fundos de catálogo, exposição de trailers de filmes sem distribuição em Portugal, e muito importante, um espaço dedicado ao cinema dito português sempre que relevante, pois a produção nacional ainda é parca em produção desta espécie.

Pelo lado do NÃO, é inegável o conhecimento e o seu relativo à-vontade em mover-se no meio, como fica patente nas estrelas que consegue angariar para as suas entrevistas. Além disso, deve conseguir, em certos casos, estabelecer alguns laços com alguns dos entrevistados resultantes da sua continuidade como repórter desta espécie. O seu actual programa, pelas horas algo tardias a que é televisionado, pode tentar transpor um certo low profile por parte de MA (embora, tendenciosamente, considere que não). Mas, por outro lado, será que outros profissionais em Portugal não estariam em condições de fazer o mesmo? Não bastará o nome da cadeia de televisão (ou alguém muito influente nela) para garantir, à partida, um lugar nas entrevistas?

Conclusão: embora não seja um especialista nesta matéria, estou cada vez mais interessado em pequenos pormenores do cinema, seja pela realização, seja pela avaliação do trabalho dos actores, ou seja, penso que estou mais interessado em explorar a maneira criativa de uma película como oposição ao mero visionamento da mesma de forma algo superficial. E é por aí que me torno mais exigente: a mediatização deveria ser uma recompensa, e não uma lavagem de dinheiro. Quanto a MA, penso que este senhor pode ser mais relevante se o quiser (e está ao seu alcance), porque isto de viver sem concorrência tem sempre algo de mau.

Soluções: recolocar o Mário Augusto, ficando a cargo dos textos do programa, mas que se poderia tornar dispendioso ao contratar um pivot para ler o teleponto (Catarina Furtado, anyone?), ou voz off (sem ser o Cândido Mota, obviamente); lay-off (como quem diz: substituição ao intervalo) por Rui Pedro Tendinha, que é mais competente, mais aberto a outros tipos de cinema, mais perspicaz, menos tendencioso, e, voilá, sabe pronunciar bem o inglês; trazer de novo à ribalta o maior deles todos: LAURO DÉRMIO (obrigado Herman e Produções Fictícias por terem ressuscitado tamanha figura). Mas aqui acabava por ser incoerente, pois não deve haver pior pessoa em explanar-se no inglês (tal como não há ninguém que fale tão mal o francês como o ainda ‘rei’ de todos nós, Mário Soares).